Review: VivoBook X202E

    Avaliação de Airton Lopes / Não é só nos ultrabooks híbridos, aqueles modelos sofisticados e caros que se transformam em tablets, que a tela touchscreen começa a marcar presença. Por 1 999 reais, o VivoBook é o primeiro portátil com preço menos proibitivo a aceitar o toque dos dedos sobre o LCD para comandar o Windows 8. A precisão e a resposta do display de 11,6 polegadas e 1 366 por 768 pixels são satisfatórias. Nos testes foi possível selecionar sem enganos arquivos em uma lista até mesmo com o polegar. Apesar de interessante, a tela sensível ao toque em um ultrabook comum não substitui o touchpad. Tocá-la frequentemente cansa os braços. Na maior parte do tempo, o melhor mesmo é aproveitar o bom touchpad do VivoBook. Para quem prioriza desempenho, o VivoBook decepciona. Ele não chega a ser uma máquina lenta ou que vive engasgando, mas o seu processador Core i3 faz o modelo apresentar uma performance inferior à de quase todos os ultrabooks testados pelo INFOlab.


    Avaliação de Lucas Massao / Você se lembra do Vaio Duo 11? O preço era um dos principais pontos fracos do hibrido de tablet e ultrabook. Com o foco no consumidor “normal”, a ASUS lança o VivoBook X202E, um notebook com tela touchscreen.

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    Um book que não é ultra

    Olhando as configurações de hardware, nada muito agressivo. Enquanto os ultrabooks possuem processadores Intel Core i5 ou i7, o VivoBook X202E tem um Intel Core i3.

    A diferença de processamento por si só já é grande, mas o que realmente pode fazer falta é o Turbo Boost, que eleva a performance do processador quando se é necessário. Essa tecnologia somente é implantada nas linhas Core i5 e i7. O que não o torna um notebook com um processador ruim. Ele vai realizar a suas tarefas comuns tranquilamente.

    Outro ponto que poderia ser aprimorado é o armazenamento. Os 500 GB fornecidos pelo HDD SATA II estão de bom tamanho, porém o desempenho é visivelmente menor do que um SSD. Isso resulta em um Windows 8 inicializando rapidamente e uma inicialização mais lenta por parte dos aplicativos..A placa de vídeo, Intel HD Graphics 4000, consegue reproduzir vídeos em alta resolução sem problemas. Você pode até jogar os jogos mais atuais, contanto que as configurações visuais não estejam no máximo.

    Com resultados modestos no PCMark7 e Geekbench, 1896 e 4354 pontos respectivamente,o VivoBook X202E não se destaca pelas suas configurações internas.

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    Toque, mas não muito

    Um dos pontos mais destacados pela ASUS é a tela touchscreen. Suas 11,6 polegadas são cobertas por vidro, causando uma reflexão de luz bem considerável. A resolução de 768p decepciona. Principalmente se compararmos com a de outros ultrabooks como Vaio Duo 11 e com a de alguns smartphones que já adotam 720p em suas telas.

    Como qualquer tela sensível ao toque para Windows 8, existe um reconhecimento dos 10 dedos. Sua precisão não é milimétrica, o que é bom em algumas situações. Algo que poderia ter recebido maior atenção é o caráter lipofóbico da tela. A lipofobicidade é uma característica de alguns compostos que possuem a característica de repelir a gordura. Quando esse composto está aplicado em uma tela, as moléculas de gordura transmitida pelos nossos dedos se concentram, facilitando a limpeza.

    Infelizmente o teclado não segue a facilidade oferecida pela interface de toque. Ele não chega a ser ruim, porém alguns detalhes como a inserção de alguns símbolos ser feita somente através de atalhos e a diminuição do tamanho das teclas acaba incomodando em alguns momentos.

    Para compensar, a qualidade do touchpad é muito boa. Sua área é ampla (10,6 por 6,1 cm) e a combinação entre hardware e software funciona de maneira muito satisfatória. Seu botão interno oferece resistência em um bom nível e pode ser utilizado em quase toda sua extensão exceto nos cantos superiores. Os comandos de zoom e scroll são suaves e funcionam com boa velocidade.

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    Conectividade e softwares

    O VivoBook X202E já vem com alguns blotwares, ou seja, softwares instalados pela empresa, e que são indesejáveis na maioria das vezes. Quem pode ser útil é o Instant Connect, aplicativo que auxilia na realização do tethering (compartilhamento do 3G de um smartphone para o notebook). Nada de anormal nas conexões. HDMI, ethernet, slot de cartão, uma porta USB 3.0 e duas 2.0. Nenhuma delas necessita de adaptador.

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    Considerações finais

    Seu hardware pode não ser o mais potente do mundo, porém é bom o suficiente para o uso casual. Talvez o preço seja o diferencial. O valor de 2000 reais não é nada absurdo e está em uma realidade muito mais acessível para os brasileiros do que a maioria dos híbridos.

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